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Empresas do mercado livre podem ter energia solar?

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  • há 19 minutos
  • 2 min de leitura

Uma dúvida cada vez mais comum entre empresas que migraram para o mercado livre de energia é: “Ainda faz sentido investir em energia solar?” A resposta é sim. Mas, diferente do mercado cativo, existem regras, limites e estratégias específicas que precisam ser consideradas para que o investimento seja realmente vantajoso.


Entendendo o ponto de partida

No mercado livre, a empresa:

  • compra energia diretamente de um comercializador ou gerador;

  • negocia preço, prazo e volume de consumo;

  • deixa de pagar parte das tarifas reguladas do mercado cativo.

Isso muda completamente a lógica de como a energia solar deve ser integrada ao modelo energético da empresa.


Energia solar é permitida no mercado livre?

Sim. Empresas do mercado livre podem instalar sistemas solares, tanto em suas próprias unidades quanto por meio de usinas remotas.

No entanto, a energia solar:

  • não substitui automaticamente o contrato do mercado livre;

  • precisa ser compatibilizada com a demanda contratada e com as regras da distribuidora local;

  • deve ser analisada junto ao perfil de consumo e à estratégia de contratação de energia.


Onde entram as regras?

Alguns pontos técnicos e regulatórios são fundamentais:

1. Demanda contratada

Empresas do mercado livre possuem uma demanda mínima contratada junto à distribuidora. A energia solar não elimina essa obrigação, e um mau dimensionamento pode gerar custos desnecessários.

2. Contratos de energia já firmados

Se a empresa possui contratos de longo prazo no mercado livre:

  • instalar energia solar pode gerar sobras contratuais;

  • essas sobras podem resultar em penalidades ou custos adicionais, dependendo do contrato.

Por isso, a análise contratual é tão importante quanto a análise técnica.

3. Local de consumo x local de geração

A empresa pode:

  • gerar energia solar no próprio local de consumo;

  • ou utilizar geração distribuída remota.

Cada opção possui impactos diferentes na compensação de energia, na gestão contratual e na operação junto à distribuidora.




Quando a energia solar faz mais sentido no mercado livre?

A combinação mercado livre + energia solar é especialmente vantajosa quando:

  • há consumo elevado e previsível durante o dia;

  • a empresa busca reduzir exposição à volatilidade de preços;

  • o contrato de energia permite flexibilidade de volumes;

  • o projeto solar é dimensionado de forma estratégica, não apenas pelo consumo médio.

Em muitos casos, a energia solar atua como uma camada de proteção de custo, reduzindo a dependência do preço negociado no mercado.



Energia solar não concorre com o mercado livre ela complementa

Um erro comum é enxergar a energia solar como substituta do mercado livre. Na prática, ela funciona como:

  • uma ferramenta de otimização do portfólio energético;

  • um hedge parcial contra aumentos futuros;

  • um ativo próprio que reduz exposição a riscos de longo prazo.

Quando bem planejada, essa combinação gera previsibilidade, estabilidade e economia sustentável.


Como a TAG Energy estrutura essa análise

Na TAG Energy, projetos para empresas do mercado livre começam com uma visão integrada:

  • análise do contrato atual de energia;

  • estudo da demanda e do perfil horário de consumo;

  • simulação de cenários com e sem geração solar;

  • definição do modelo ideal: on-site, remoto ou híbrido.


O objetivo não é apenas instalar painéis, mas integrar a energia solar à estratégia energética da empresa, respeitando regras e maximizando resultado.


 
 
 

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